domingo, 8 de março de 2015
LUCI :

Faziam quase 4 meses que havia encontrado um rapaz jogado no meio do mato, quase morto, com dois tiros.
Desde então eu venho cuidando dele no meu consultório, porém ele ainda estava em coma. Sean me ajudava a cuidar dele, procurava todos os dias por sinais de alguém que desapareceu, mas não encontrou nada até agora.

~Sean: Algum sinal de melhora?
Eu limpava seus ferimentos quando Sean chegou.
~Luci: Nada ainda, continua na mesma. Ele é tão bonito.
Sean solta uma risada.
~Sean: Não me diga que você está apaixonada por um cara que você nem sabe o nome e que está em coma?
Sean era tão insensível.
~Luci: Só estou dizendo que ele é bonito.
~Sean: Mas não negou que está apaixonada. Tento te conquistar a anos, e esse cara chega quase morto e te encantou.
Não o respondo, eu também não acreditava que estava apaixonada por alguém que nem ao menos eu conversei, simplesmente aconteceu, era tanto tempo dedicado a ele, que foi impossível resistir.
Quando começo a limpar os ferimentos de sua mão, seus dedos se movem,olho para Sean.
~Sean: O que foi?
~Luci: Ele mexeu os dedos.
Sean vai para abrir seus olhos, mas o mesmo abre-os sozinho.
Seus olhos são castanhos, ainda mais apaixonantes. Ele parece confuso, fecha eles com força e volta abri-los. Ele tenta se levantar e leva a mão ao tronco onde levou o tiro, então volta a se deitar.
~Sean: Calma aí amigão, você ainda está machucado, qual seu nome?
Ele parece confuso.
~Rapaz: Estou a quanto tempo aqui?
Chego perto dele.
~Luci: À quase 4 meses, você estava em coma. Não sei como se recuperou tão rápido.
Ele olha em sua volta, parecia estar procurando alguém.
~Rapaz: Onde está Sophie? !
~Luci: Não havia ninguém com você quando te encontramos. Meu nome é Luci,e esse é Sean, como se chama?
~Rapaz: Meu nome é James.
Sua voz era tão linda, soava como música em meus ouvidos.
James nos conta o que havia acontecido.
~James: E ele a matou! Ouvi os tiros antes de perder a consciência. Ele havia dito que ela não valeria nada sangrando, então ordenou que a matassem também.
Eu via em sua expressão de dor, que ele a amava.
~Luci: E você voltará para Chicago?
Ele balança a cabeça negativamente.
~James: O que farei lá sem Sophie? Tudo por lá e em Los Angeles me lembraram dela, vou para o Rio de Janeiro, ficarei onde não tenha nenhuma lembrança dela.
Ele estava chorando, me partia o coração vê-lo assim.
~Sean: Se quiser pode ir conosco, também em breve iremos para o Rio.
James seca as lágrimas.
~James: Claro, irei com vocês então.

JAMES :

Era tão nítido em minha memória o barulho dos tiros do lado de fora e o grito de Sophie, tentava apagar esses sons da minha cabeça, mas não conseguia, no lugar do meu coração, agora havia uma pedra de gelo, ainda não sabia como sobreviveria sem Sophie. Como se fosse possível viver sem ela, sem seu sorriso, sua gargalhada. A dor que sentia em meu peito era muito pior da que senti quando meu pai morreu, dessa vez era como se tivessem arrancado meu coração fora. Era um vazio tão grande que até respirar me doía, eu não sabia por quanto tempo viveria sem ela.

Antes de Luci, Sean e eu partirmos, montamos um grupo de buscas para procurar por indícios de Sophie, mas eu conhecia muito bem Zac, e sei que ele não deixaria pistas. Tinha algo em mente, minha vingança, Zac ia sentir onde mais machuca ele, como ele fez comigo, arrancaria o que mais de precioso que ele tinha, que era Alice. Mas antes de eu começar a colocar meu plano em ação, precisava me recuperar por completo. 

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Meu nome é Ana Carolina,apelido : Cahrol,tenho 20 anos,amo ler e escrever.Sonho em ser escritora.
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