domingo, 8 de março de 2015
SOPHIE : 

Me sento na beirada da cachoeira, seria uma morte lenta se eu tentasse me afogar.
Ouço ruídos nos arbustos, e fico o máximo que consigo em silêncio.

JAMES :

Há alguém aqui, preciso sair rápido daqui, vou me esgueirando para trás até chegar na trilha de volta a casinha.
Quando chego lá, Luci conversava com Alice, que parecia mais calma.
~James: Falei para ficar de olho em nela, não para vocês virarem amiguinhas.
Luci se afasta de Alice.
Alice sorria para mim.
~Alice: Você sabe que assim que meu irmão pôr as mãos em você, dessa vez ele vai garantir de que você esteja morto.
Pego a faca em meu bolso, dessa vez, eu enfio a faca em sua perna, outro grito, cada grito de dor em nela era como um pequeno sedativo pro meu coração.
~James: Ele pode até me matar, mas eu te garanto que você também não permanecerá viva.
Luci estava vindo com uma faixa, dou um tapa em sua mão e a faixa cai no chão.
~James: AQUI NÃO É UM CONSULTÓRIO, ENTÃO PARE DE AJUDAR ELA! QUERO QUE ELA SANGRE!
Luci me olha incrédula, e começa a chorar. Pego sua mão que bati e a beijo.
~James: Sinto muito, mas não quero que se meta no que eu faço.
Ela corre para fora da casinha.

SOPHIE :

Queria mais lembranças de James, decido ir até a casinha na qual ele me levou no dia em que caí no buraco.
Quando estava quase chegando avisto uma menina sair chorando lá de dentro, ela senta perto de algumas árvores caídas, vou até ela.

(SOPHIE SUA BURRA, VAI NA CASINHA SUA BESTA KK)

~Sophie: Oi ?

LUCI :

Quando olho para cima entro em choque, não podia ser, essa menina era a mesma que James uma vez me mostrou em uma foto. Ela não estava morta, e isso era péssimo para mim. Se acalme Luci, ela não sabe quem é você.

~Luci: Oi.
Ela senta ao meu lado, James não podia saber que ela estava viva.
~Sophie: Porque você está aqui chorando?
Seco as lágrimas.
~Luci : Problemas com o namorado, sabe como é.
Sophie fica pálida.
~Sophie: Sei sim, eu e o meu, antes de nos declararmos vivíamos brigando.
~Luci: Porque você está falando no passado, vocês... terminaram?
Precisava garantir se ela sabia ou não que James estava vivo.
~Sophie: Não -uma lágrima surge em seu rosto- Ele morreu, me tiraram o que eu tinha de mais importante.
Ela não sabia!

SOPHIE :

A menina fica quieta por alguns segundos.

~Menina: Eu sinto muito, afinal, meu nome é Luci.
~Sophie: Me chamo Sophie. Então, eu já tenho que ir, vou te dar um conselho, se você o ama não desista dele, não há nada pior que perder pra sempre alguém que amamos muito.
~Luci: Pode deixar Sophie, eu não vou desistir dele.

Me levanto e vou na direção da casinha, Luci corre até mim e segura meu braço.

~Luci: Onde você vai? Meu namorado está aí dentro.
Sinto meu rosto esquentar.
~Sophie: Sinto muito ...

Saio sem olhar para trás.

ZAC :

Já procurei Alice por toda parte, e nem sinal dela, decido a procurar por outras fazendas.
No caminho me deparo com Sophie, que estava mais linda do que nunca, apenas um pouco pálida.
~Sophie : V-você ! Como tem coragem de dar as caras por aqui? !
Ela ficava tão linda quando estava brava.
~Zac: É bom revê-la também Sophie.
Ela deu a impressão que gritaria, mas parece que mudou de idéia.
~Sophie: Não adianta eu perder meu tempo gritando por ajuda, a maioria das pessoas que moram aqui são seus fantoches.
~Zac: Você está coberta de razão. Por acaso você não viu minha irmã.
Ela balança a cabeça e continua a andar.

Volto para casa, agora que percebo um pedaço de papel sendo segurado com o imã de geladeira.

"Você se arrependerá por tê-la tirado de mim, irei te machucar onde mais te dói, do mesmo jeito que fez comigo. E sim, vou ser sua pior assombração. James". Havia sangue na folha.
NÃO PODIA SER! JAMES ESTAVA MORTO! PELO VISTO QUANDO QUEREMOS ACABAR COM ALGUÉM NÓS MESMO TEMOS QUE FAZER! Agora aquele babaca estava com minha irmã, com sede de vingança, achando que Sophie realmente estava morta, o que eu faria? Estava desesperado. 
JAMES : 

Os dias se passaram, e nada me fazia tirar nem por um segundo Sophie da cabeça, nem mesmo as indiretas de Luci, que a algum tempo percebi que ela gostava de mim.
~Luci: Então, quando você pensa em partir?
Ela senta no braço do sofá onde eu estava sentado.
~James: Breve, tenho que começar a pôr em prática minha vingança.
Luci bufa.
~Luci:Não há nada que eu possa fazer para te impedir?
Me levanto, não queria que Luci criasse expectativas, eu nunca pertenceria a mais ninguém além de Sophie.
~James: Não, não há nada que você possa fazer.
Quando estava saindo, Luce segura meu braço.
~Luce: Então eu vou com você.
Seguro sua mão e me abaixo em sua frente.
~James: Luce, se suas intenções for querer ser mais que uma amiga, peço que desista, pelo seu bem. Eu nunca vou ser capaz de amar alguém de novo, meu coração ainda pertence a Sophie, mesmo ela não estando mais aqui.
~Luce : Eu sei que não posso ficar no lugar dela, mas posso conquistar meu próprio espaço.
Ela me abraça.
~Luce: Vou mostrar a você que é possível se apaixonar novamente, e eu vou com você.
~James: Faça o que achar melhor.
Me levanto e saio.

Finalmente eu e Luce viajamos para Chicago, mesmo eu não querendo que ela viesse, ela bateu o pé e veio assim mesmo.
Ninguém podia saber que eu estava vivo, não por enquanto, então não poderia nem ver meu irmão e minha mãe.
Ficamos na casinha onde levei Sophie no dia que ela havia caído no buraco, estar ali de novo me trouxe tantas lembranças dela, me seguro para não começar a chorar.

NATALIE :

Pela terceira noite seguida que Sophie tem seus pesadelos, e a cada grito sinto que ela sofre cada dia mais, sua febre não passa, ela está cada vez mais pálida, mas está se esforçando para se manter bem. Ela sai com seus amigos, comigo, sempre com a mente ocupada, a hora mais difícil para ela é a noite., quando ela não consegue se livrar de seus pesadelos.

SOPHIE :

Acordo suada, fria e com muita dor de cabeça, dessa vez não foi um pesadelo, e sim um sonho, e dessa vez gritei pelo sonho não ser real. Havia sonhado que James estava vivo, que de alguma maneira ele não morreu naquela noite, mas apenas era um sonho.
Estava me sentindo tão fraca, precisei da ajuda de minha mãe para descer as escadas.
~Mãe: Seu pai ligou, de novo. So, eu sou a última pessoa que queira ajudar seu pai, mas não acha que chegou a hora de pelo menos vocês dois terem uma conversa?
Não conseguia perdoar meu pai, mesmo sabendo que tudo que ele tentou fazer foi pelo meu bem, mas minha mãe estava certa, já estava na hora de conversarmos.
~Sophie: Você tem razão, esta mesmo na hora de nós dois conversar, você me levaria até Chicago?
~Mãe: É claro que sim querida, vá arrumar suas coisas, vou comprar nossas passagens.
Ela me ajuda a subir até meu quarto.
Arrumo minhas coisas, estava um pouco nervosa por estar voltando a Chicago, onde tudo começou.



Quando chegamos ao aeroporto de Chicago, paro bruscamente e começo a chorar, vejo o lugar onde James segurava a plaquinha com meu nome, o jeito como ele me irritava e que ao mesmo tempo eu amava tanto. Olho para fila onde passamos no detector de metais, e outra lembrança, quando estava voltando para Los Angeles e ele apareceu para se despedir de mim. Minha mãe segura meus ombros, ela também estava chorando.
~Mãe: É difícil voltar aqui, não?
~Sophie: Você nem imagina o quanto.

LUCE :

James já havia saído à um bom tempo, e ainda não voltou, estava começando a ficar preocupada.
Escuto um grito do lado de fora, vou correndo ver do que se trata.
Era James, e uma menina amordaçada, devia ser Alice, ela chorava muito, devia estar desesperada.
~Luce: Você não desistiu da sua vingança.
Ele não responde, amarra ela em uma cadeira com força.
~James: Eu vou te perguntar novamente, onde está seu irmão?
Ela chorava.
~Alice:J-ja disse que não sei, ele fugiu depois dos acontecimentos. E não o vejo desde então.
James pega uma lâmina e passa por seu joelho, ela solta um grito ensurdecedor.
~James: Esse grito, seu irmão adorou ouvir um grito parecido saindo de Sophie.
Pego um pano e amarro em sua perna.
~Luce: Você ficou louco? ! Assim vai matá-la!
O olhar de James era vazio.
~James: E que parte de que vou me vingar você ainda não entendeu? EU NÃO TENHO MAIS NADA A PERDER! ZAC JÁ ME TIROU O QUE ME ERA DE MAIS PRECIOSO!
Seguro seu rosto, espero ele olhar em meus olhos.
~Luce: E o que será de mim se algo acontecer com você.
Ele tira minhas mãos de seu rosto.
~James: Eu não pedi para que você viesse, e deixei claro que nunca te amarei, esta aqui porque quer.
Sinto um balde de água fria cair sobre mim, porque ele estava sendo tão frio comigo?
~James: Fique de olho em nela, vou a um lugar e já volto.

JAMES :

Eu precisava sentir a presença de Sophie, e a única maneira de fazer isso, era voltando até a cachoeira, onde nos declaramos um para o outro.
As flores do lugar estavam mortas, o mato seco, como se tudo tivesse perdido a vida junto com Sophie.
Lembranças jorravam em minha cabeça, sentei em uma pedra, perto de vários arbustos, não podia correr o risco de alguém me ver.

SOPHIE :

Meu pai não estava em casa, então decido ir até a cachoeira onde James havia se declarado.
Estava tudo tão diferente, não havia mais vida ali, apenas o barulho alto das águas caindo.

SOPHIE E JAMES :

A presença dele (dela) era tão presente aqui, como se realmente estivéssemos perto um do outro. Podia senti-lo (senti-la), doía tanto, mas a dor era a única certeza de que ele (ela) foi real. 
LUCI :

Faziam quase 4 meses que havia encontrado um rapaz jogado no meio do mato, quase morto, com dois tiros.
Desde então eu venho cuidando dele no meu consultório, porém ele ainda estava em coma. Sean me ajudava a cuidar dele, procurava todos os dias por sinais de alguém que desapareceu, mas não encontrou nada até agora.

~Sean: Algum sinal de melhora?
Eu limpava seus ferimentos quando Sean chegou.
~Luci: Nada ainda, continua na mesma. Ele é tão bonito.
Sean solta uma risada.
~Sean: Não me diga que você está apaixonada por um cara que você nem sabe o nome e que está em coma?
Sean era tão insensível.
~Luci: Só estou dizendo que ele é bonito.
~Sean: Mas não negou que está apaixonada. Tento te conquistar a anos, e esse cara chega quase morto e te encantou.
Não o respondo, eu também não acreditava que estava apaixonada por alguém que nem ao menos eu conversei, simplesmente aconteceu, era tanto tempo dedicado a ele, que foi impossível resistir.
Quando começo a limpar os ferimentos de sua mão, seus dedos se movem,olho para Sean.
~Sean: O que foi?
~Luci: Ele mexeu os dedos.
Sean vai para abrir seus olhos, mas o mesmo abre-os sozinho.
Seus olhos são castanhos, ainda mais apaixonantes. Ele parece confuso, fecha eles com força e volta abri-los. Ele tenta se levantar e leva a mão ao tronco onde levou o tiro, então volta a se deitar.
~Sean: Calma aí amigão, você ainda está machucado, qual seu nome?
Ele parece confuso.
~Rapaz: Estou a quanto tempo aqui?
Chego perto dele.
~Luci: À quase 4 meses, você estava em coma. Não sei como se recuperou tão rápido.
Ele olha em sua volta, parecia estar procurando alguém.
~Rapaz: Onde está Sophie? !
~Luci: Não havia ninguém com você quando te encontramos. Meu nome é Luci,e esse é Sean, como se chama?
~Rapaz: Meu nome é James.
Sua voz era tão linda, soava como música em meus ouvidos.
James nos conta o que havia acontecido.
~James: E ele a matou! Ouvi os tiros antes de perder a consciência. Ele havia dito que ela não valeria nada sangrando, então ordenou que a matassem também.
Eu via em sua expressão de dor, que ele a amava.
~Luci: E você voltará para Chicago?
Ele balança a cabeça negativamente.
~James: O que farei lá sem Sophie? Tudo por lá e em Los Angeles me lembraram dela, vou para o Rio de Janeiro, ficarei onde não tenha nenhuma lembrança dela.
Ele estava chorando, me partia o coração vê-lo assim.
~Sean: Se quiser pode ir conosco, também em breve iremos para o Rio.
James seca as lágrimas.
~James: Claro, irei com vocês então.

JAMES :

Era tão nítido em minha memória o barulho dos tiros do lado de fora e o grito de Sophie, tentava apagar esses sons da minha cabeça, mas não conseguia, no lugar do meu coração, agora havia uma pedra de gelo, ainda não sabia como sobreviveria sem Sophie. Como se fosse possível viver sem ela, sem seu sorriso, sua gargalhada. A dor que sentia em meu peito era muito pior da que senti quando meu pai morreu, dessa vez era como se tivessem arrancado meu coração fora. Era um vazio tão grande que até respirar me doía, eu não sabia por quanto tempo viveria sem ela.

Antes de Luci, Sean e eu partirmos, montamos um grupo de buscas para procurar por indícios de Sophie, mas eu conhecia muito bem Zac, e sei que ele não deixaria pistas. Tinha algo em mente, minha vingança, Zac ia sentir onde mais machuca ele, como ele fez comigo, arrancaria o que mais de precioso que ele tinha, que era Alice. Mas antes de eu começar a colocar meu plano em ação, precisava me recuperar por completo. 
SOPHIE : 

Cara consegue me fazer rir por alguns segundos, mas a tristeza sempre volta. Como se fosse proibido eu ser feliz novamente.
Minha mãe entra no quarto.
~Mãe: Desculpe incomodá-las, mas sua mãe ligou Cara, quer saber se você dormirá aqui.
Ela olha para mim.
~Cara: Se a Sophie quiser ...
~Sophie: É claro que eu quero.
Minha mãe sorri.
~Mãe: Então direi que sim.
Ela sai do quarto.
Eu e Cara ficamos acordadas até 2:00 da manhã.
Quando pego no sono, sonho com James.
Estávamos em Fernando de Noronha, deitados na rede, ele fazendo carinho em meu rosto.
"~Sophie: Porque você me abandonou? "
"~James: Eu não te abandonei, não estou aqui? "
Começo a chorar.
"~Sophie: Não realmente, você se foi. "
Ele seca minhas lágrimas com beijos.
"~James:Eu nunca abandonarei você Sophie"
E então tudo muda, Zac chega, bate em James e o mata na minha frente, sem dó nem piedade, um tiro na cabeça de James, que faz espirrar sangue em mim ...

CARA :

Acordo assustada ouvindo Sophie gritar.
"NÃO! JAMES, NÃO! FICA COMIGO! EU TE AMO! "
Natalie entra no quarto e a acorda.
~Natalie : Calma meu amor, foi apenas um pesadelo.
Ela balança Sophie em seus braços, vejo Natalie chorando também, não consigo segurar as lágrimas vendo minha amiga assim. Sophie soluçava, chorava muito, agora entendo que não é tão fácil assim superar a morte de alguém que a gente ama tanto.
Me levanto e a Abraço junto com Natalie.
~Natalie: Desculpe Cara, você deve ter levado um susto.
Passo a mão nos cabelos de Sophie que ainda chorava muito.
~Cara: Não tem que pedir desculpas, agora entendo o quanto é difícil mesmo, que é uma coisa que não dá pra se esquecer da noite pro dia, eu estarei ao seu lado sempre Sophie.
~Sophie: O-obrigada Cara.
Aos poucos Sophie foi se acalmando, até que pegou no sono, Natalie à deita .
Ela ainda chorava, devia ser ainda mais difícil para ela que é mãe, vendo sua filha sofrendo tanto e não poder fazer nada para a reconfortar.
Natalie tampa Sophie e sai do quarto, então volto a dormir.

SOPHIE :

É possível alguém sobreviver ao perder alguém que se ama muito? Eu sentia que estava morrendo aos poucos, a cada segundo que se passava.
Acho que eu morreria de amor.

NATALIE :

Estranho quando Sophie não desce para o café da manhã, então subo até seu quarto, ela ainda estava deitada, com o olhar vazio. ~Natalie: O que você tem meu amor? -Quando encosto minha mão em sua testa, estava pelando de febre.- Sophie, você está queimando de febre!
Ela está chorando.
~Sophie: Mãe, é possível morrer de amor?
Eu tentava ser forte por ela, mas não aguentava ver ela assim.
~Natalie: Você não vai morrer.
~Sophie: É egoísmo da minha parte querer ficar viva ? Sinto que estou traindo ele.
As lágrimas escapam.
~Natalie: Minha filha, você sabe que não é egoísmo, tenho certeza que ele só estará bem, se você estiver feliz.
~Sophie: Então, você acha que ele quer que eu seja feliz? Mesmo que não seja com ele?
~Natalie: É claro, vocês foram feitos um para o outro, e se não for nessa vida, vocês ainda se encontraram em outra vida, até terem seus finais felizes.
~Sophie: Ele realmente amava crianças - uma lágrima escorre em meu rosto- Eu vou sim, por ele. 

Quando chegamos, quase todas as crianças vieram correndo até nós. Uma perguntou onde estava o tio James,quase sufocado Luke conta que ele agora estava em um lugar melhor.
Ver aquelas crianças correndo, jogando, me faziam lembrar de Fernando de Noronha, onde passei os melhores momentos com James, mas que ao mesmo tempo passei o pior deles, espontaneamente levo a minha mão até o peito.
Luke senta-se ao meu lado.
~Luke: Porque está chorando?
Respiro fundo, e tento afastar as lembranças.
~Sophie: Não é nada não.
Ele segura minha mão.
~Luke: Olha, eu sei que é difícil, mas você não pode se fechar para a vida, tenho certeza que James não gostaria de te ver assim.
~Sophie: Mas ele não está.
~Luke: Sophie ...
Ele para de falar.
~Sophie: Fale Luke.
~Luke: Eu não sei se o que vou contar eu podia ... Mas as autoridades internacionais ligaram para minha mãe ontem, e ...
Fecho os olhos.
~Luke: E eles ainda não encontraram nenhum corpo.
~Sophie: É claro que não Luke, Zac pediu para seus homens se livrarem do corpo de James.
Quando olho nos olhos de Luke, vejo esperanças, queria poder ter a mesma esperança que ele, mas não conseguia. James não voltará, e com o passar do tempo, vai ser como se ele nunca tivesse existido.
Eu tinha que seguir em frente, mas por mais que eu tentasse, eu não conseguia, não era nada sem ele. Mas eu precisava tentar, por ele.

Assim que chego em casa, decido ligar para Cara.
"Alô? "
~Sophie: Cara, sou eu, Sophie.
"So! Que bom que ligou, já estava preocupada com você, você se fechou no seu mundo, não deixou ninguém se aproximar, como você está? "
Começo a chorar.
~Sophie: Vazia .. Eu não consigo seguir em frente sem ele...
"Ai amiga, eu sei que deve estar sendo difícil, se você deixasse ao menos eu visitá-la para te abraçar"
~Sophie: Se você quiser, eu gostaria de um ombro amigo.
"Claro So! Vou me arrumar e já estou indo, beijos. "
~Sophie: Okay, Beijos.

Quando Cara chegou, nos trancamos em meu quarto e eu à contei tudo o que eu estava passando.
~Cara: Sophie Louise, eu a proíbo continuar assim! Vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo!
~Sophie: Como que vou viver meus sonhos, se eles eram todos com James?
~Cara: Sempre temos a oportunidade de voltar a sonhar com novas coisas, novos lugares, novos amores.
Balanço a cabeça.
~Sophie: Me recuso a amar outra pessoa que não seja James.

NATALIE :

Fico mais aliviada por Sophie ter chamado Cara aqui, e por ter saído de casa um pouco.
Alguém toca a campainha, quando abro a porta, era Stefan.
~Natalie: O que você quer aqui?
Ele entra sem eu o convidar.
~Stefan: Ver Sophie.
~Natalie:Sophie não quer te ver, aproveitando que está aqui, quero conversar com você, mesmo que seja um pouco tarde.
Ele senta no sofá.
~Natalie: Sabe, eu acho que você nunca entendeu a Sophie, então vou te explicar o que é ser pai. Quando temos um filho, ou no nosso caso filha, nós temos que desde cedo colocarmos algo em nossa mente, que filhos são como um navio, e nós somos o porto, que uma hora esse navio partirá, ele vai à mar aberto, explorar sozinho novos mundos, e o porto, sempre estará a espera de sua volta, mas não podemos o impedir de partir. Ele vai, enfrenta tempestades, turbulências, mar calmo, e sempre que precisar, poderá voltar ao seu porto, um lugar seguro. E a Sophie era um navio, mas você não à deixou explorar tudo o que podia, você a tirou das ondas calmas que era James, você fez ela jogar a âncora, e agora ela está presa aqui.... Infeliz, sem sua onda calma, sem querer mais explorar o mundo ... E tudo isso é culpa sua!
Começo a chorar.
~Natalie: Minha filha virou um navio naufragado por sua culpa!
~Stefan: Tudo o que fiz achava que era para o seu bem...
~Natalie: Por favor Stefan, vá embora, Sophie não quer te ver.
Ele sai, sem olhar para trás.

(FIM DO CAPÍTULO 1)
Acordo agitada, por um momento, penso que tudo o que aconteceu não passava de um pesadelo, mas a dor em minha perna era real, então aconteceu mesmo.
Minha cabeça doía, não queria abrir meus olhos, não sem poder mais ver o rosto de James, queria morrer. 
As lágrimas começam a escorrer, a dor em meu coração era terrível, era como se tivessem arrancado metade dele, não conseguia respirar direito. Ainda estou deitada, mas não sei aonde. Começo a gritar, a espernear, tentar de alguma forma fazer a dor em meu peito passar, mas nada adiantava.
~Zac: Deixe ela em paz, em breve vai ser como se ele nunca tivesse existido.
Abro meus olhos, eu não estava mais dentro do mesmo carro, e sim de outro totalmente diferente. Quando olho pela janela vejo que estávamos em Chicago.
~Sophie: Quanto tempo estou desacordada?
~Zac :Quase 2 dias, tive que te sedar, se não me arrumaria encrenca.
Agora que percebo que Zac está sentado ao meu lado.
Pulo no seu pescoço, e tento com a maior força que consigo enforcar ele.
~Sophie: VOCÊ MATOU JAMES ! EU VOU MATAR VOCÊ! ! SEU ... -perco as forças, a dor em meu peito não deixa eu continuar. -ME MATA ! VAMOS, ME MATE LOGO !!
Zac segura seu pescoço onde tentei o enforcar.
~Zac: Eu não vou te matar, estou te levando para casa .
Eu não conseguia entender o porquê de tudo isso, ele tirou a vida de James à sangue frio, sem nem ao menos dar a chance de ele revidar. Nunca senti tanto ódio de alguém como sentia dele.
~Sophie: O que você fez ....
Os soluços me impedem de continuar a pergunta.
~Zac: Mandei meus homens se livrarem de seu corpo. Sophie, te livrei de um problema, devia me agradecer.
Olho incrédula para ele.
~Sophie: Você só pode estar brincando. - dou um tapa na sua cara - VOCÊ MATOU A RAZÃO DE EU VIVER! EU ... SÓ NÃO TE MATO PORQUE ESTOU FRACA, AFINAL, NÃO TENHO MAIS NADA QUE PERDER, JÁ QUE VOCÊ O TIROU DE MIM.
Encosto minha cabeça no vidro do carro e coloco as duas mãos em meu peito.
Tento abrir a porta do carro, porém está trancada.
~Zac: Você não vai conseguir se matar, eu não deixarei.
~Sophie: Não faz diferença. Você já me matou assim que tirou a vida de James.

NATALIE :

Estávamos todos na sala de Katherine, todos viemos para Chicago quando Stefan disse que tinha uma novidade para nos contar, e desde então estamos todos sentados aqui esperando.
Katherine chorava sem parar, ela estava agoniada, com uma dor no peito, sentindo que algo de ruim aconteceu com James, tentei tirar isso de sua cabeça, mas não consegui.

SOPHIE :

Quando chegamos na frente da fazenda de meu pai, Zac me joga para fora do carro e o mesmo sai em disparada.
Não consigo me levantar, queria ficar ali, e estava rezando que passasse um carro por ali e me matasse. Para meu azar, Adam aparece ali, e me leva para dentro de casa.
Estão todos ali, Luke, Katherine, minha mãe, meu pai e Adam.
~Mãe: Sophie! -ela me abraça, depois me olha da cabeça aos pés- O que aconteceu com você?
Perdi a fala, não consigo responder, só olho Katherine e me jogo em seus braços, chorando, gritando de dor, mas não a dor em minha perna, e sim em meu peito.
~Katherine: Sophie, se acalme querida, o que aconteceu?
Vejo meu pai logo atrás de Katherine sorrindo.
~Pai: Bem vinda ao lar.
Eu avanço nele, começo a dar tapas e socos, ignoro a dor em minha perna e em meu peito. Luke e Adam me seguram.
~Sophie: EU TE ODEIO! -engasgo- eu te odeio.
Luke me abraça.
~Luke: Sophie, se acalme e nos diga o que aconteceu, onde está James?
Quando Luke pronúncia seu nome eu desabo em seus braços, ele me senta no chão, e todos aguardam uma resposta.
~Sophie: Eu .. e James .. Estávamos tão felizes ... Até planos fizemos -olhei para meu pai que estava limpando o sangue de sua boca- E VOCÊ TIROU ELE DE MIM!
Katherine já chorando se ajoelha ao meu lado.
~Katherine: Não me diga ... - ela não termina a frase.
~Sophie: James ... ele -soluços- Ele está morto.
Katherine e Luke desabam no chão, abraço os dois, agora a dor estava mil vezes pior.

Quando consigo me acalmar um pouco, conto o que havia acontecido, meu pai jurava que não tinha nada a ver com isso, que apenas pediu que Zac nos trouxesse para Chicago novamente, não acreditava em uma só palavra que ele dizia, minha mãe ligou para a polícia internacional, e contou a eles tudo o que aconteceu.
Por dias tive que dar depoimentos para a polícia, até que eu os implorei que não queria mais me lembrar do acontecido. Zac estava desaparecido.

JANEIRO

FEVEREIRO

MARÇO ...

Os meses se passaram, e parecia ainda que eu estava em um pesadelo, ainda esperava me acordar e ver que tudo não passou de um sonho.
Cada segundo que se passava sem James eram como hematomas, sempre estavam lá, impedindo que eu continuasse. Minha mãe estava preocupada comigo, eu não comia direito, cada vez que eu fechava os olhos tinha pesadelos, não conversava com mais ninguém e não saía mais de casa.
Estava sentada na cadeira de balanço na varanda, meu coração acelera quando vejo um volvo prata parar em frente de casa, dou um pulo da cadeira.
Era Luke.
Minha mãe me abraça.
~Mãe: Querida, ele não vai voltar. Eu sei que é difícil, sei porque sofro junto com você, mas você tem que ao menos tentar seguir em frente, por ele.
Luke e Katherine saíram do carro -Katherine havia se separado de meu pai e veio morar em Los Angeles para ficar perto de mim-.
~Luke : Vim te fazer um convite e não aceito um não como resposta.
De alguma forma, eu ficava feliz quando via Luke, ele e Katherine juntamente com a dor, eram as provas de que James foi real.
~Sophie: O que seria?
O sorriso de Luke some um pouco.
~Luke: Todo ano, em Março, James costumava visitar um orfanato , achei que gostaria de ir comigo .
sábado, 28 de fevereiro de 2015
James me empurra para trás.
~James: Sophie, corra!
Ele se joga em cima de Zac, e seus homens tentam tirar James de cima dele.
De início não consigo fazer com que minhas pernas se movam, mas então me concentro e saio correndo, sem saber o certo para onde estou indo, precisava pedir ajuda, mas como falaria com eles eu não sabia.
Antes que pudesse chegar a algum lugar, sinto uma dor terrível na perna e desabo no chão, olho para minha perna e ela está sangrando, levei um tiro!
Um homem me pegou no colo e leva novamente para a casa, tento me livrar de seus braços, mais minha perna dói demais.
Já estavam todos dentro de casa, James está amarrado em uma cadeira com a cabeça abaixada.
~Sophie: James! -ele levanta a cabeça, seu rosto está todo machucado- James, você está bem?!
~James: Sophie, você está sangrando!
Zac se aproxima de mim, e olha minha perna, depois dá um soco na cara do homem que me segurava, aproveito e corro até onde James está.
Passo as mãos pelo seu rosto.
~Zac: Que parte de "quero ela impecável" você não entendeu?!
Ele toca onde a bala havia se alojado, soltei um grito ensurdecedor. James se torcia na cadeira, com os olhos cheios de lágrimas, tentando se soltar.
~James: Deixe ela em paz! -ele berra- Se encostar mais um dedo em nela eu mato você!
Zac solta uma gargalhada que me faz tremer.
~Zac: Acho que você está enganado, eu é quem vou te matar, seu desgraçado. -ele olha para mim- E sobre Sophie, só a levarei para casa.
Ele me pega pelo colarinho e me arrasta sala à fora. Dou outro grito de dor, minha perna latejava, essa dor era pior do que da vez que havia caído no buraco.
~James: SOPHIE!
Tento me soltar sem sucesso.
~Sophie: JA-JAMES! -grito entre os soluços.
Zac me leva até um carro e me joga no banco de trás.
~Sophie: SOLTE ELE! NOS DEIXE EM PAZ! PORQUE ESTA FAZENDO ISSO?!
~Zac: Seu pai me pediu para eu vir te buscar, mas a parte de acabar com a vida daquele desgraçado é algo que eu quero fazer a algum tempo -ele aperta minha bochecha- Não se preocupe, vou te poupar de vê-lo morrendo, fique aqui, logo estarei de volta.
Ele tranca a porta do carro e liga o alarme. Começo a socar o vidro.
~Sophie: ZAC, NÃO! ! POR FAVOR, NÃO FAÇA ISSO! JAAAAAAMES! !!
Zac entra novamente na casa.
O que eu faço? Estou desesperada, tento quebrar o vidro do carro, mas não consigo. Minha perna doía muito, mas meu coração doía mil vezes mais, se fosse possível ele já tinha saído pela boca, de tão acelerado que estava. Meu corpo todo tremia, não conseguia parar de chorar, James seria morto e eu não poderia fazer nada para tentar salvá-lo.
Escuto um barulho de tiro, não pode ser, fico olhando para a porta esperando que seja James saindo de lá, não, não pode ter sido ele, não James, não a minha razão de viver.
Entre minhas lágrimas vejo Zac saindo, não consigo ver mais nada, vou perdendo a consciência, até desmaiar.
(FIM DO CAPÍTULO 11 E DA PRIMEIRA TEMPORADA)
Meu coração! frown emoticon
FIQUEM LIGADOS QUE EM BREVE SAIRÁ A SEGUNDA TEMPORADA, E NÃO ME MATEM!
LEMBREM QUE A FANFIC NÃO TERMINA POR AQUI, ENTÃO TENHAM ESPERANÇAS!
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Quem sou eu

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Meu nome é Ana Carolina,apelido : Cahrol,tenho 20 anos,amo ler e escrever.Sonho em ser escritora.
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